domingo, 22 de maio de 2011

" Uma avalanche se aproxima cada vez mais da costa sul do país, pelo lado norte e promete atacar o pico central da cidade. " - frase minha para destacar a avalanche de sentimentos que esta a se aproximar do coração. A dor a ser inevitável, esta (ainda) evitável; bastando apenas cortar o mal pela raíz. E o feito é o contrário. Viver, e fazer a vida valer a pena. Correndo riscos e assumindo prejuizos. Errando e aprendendo. Se ferrando e vivendo. Viver. Não há nada melhor do que a cabeça cheia de coisas pra pensar, martelar, resolver....
" - ah, como eu adoro a masturbação mental!" é verdade... O ser humano é movido por emoção, por algo que a gere, a transmita. Um ato que não permita o acesso a ela não é tão bem vindo quanto o que a negue. E nao há nada melhor do que mil sms's num fim de final de semana movido por ela - a emoção. A de estar junto, do toque, do olhar, do riso encontrado, do ego engrandecido...e etecetera. Não há nada que eu mais goste do que sentir isso.
Como diria Almeida Garret:
" ...esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear ?
E quando - ai quando se há de ela apagar? "
é bem isso, sábio Almeida, que já no século XX descrevia por poucas palavras e poesias as dores do amor. E nem precisava ser tipicamente romantico para tal coisa, bastava sentir e descrever. E é isso que faço,
apenas sinto e tento descrever.
E aliás, talvez ainda nem o sinta, mas descrevo; o meu ideal, a idealização de um tal sentimento, vulgo amor.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Mas...e se..."

Mas e se eu tivesse descido do carro, batido a porta e abandonado de vez toda aquela/esta sentimento/situação naquele dia ? E se eu não tivesse voltado? E se existisse orgulho? Talvez eu não estivesse passando por tudo isso agora, toda essa posse e ciúme sem fundamento. Mas enfim, não existe o "e se...", a vontade foi maior que o orgulho (na verdade nem existiu orgulho), o desejo e o tesão foram maiores que tudo; e eu voltei. E por mais que a próxima hora corrida foi de tortos olhares e toques não bem recebidos, no final, eu sabia que tudo se resolveria num horrível ou belíssimo 4x4, a meia luz. E de fato foi isso que aconteceu.
Era medo, ou apenas rejeição. E nós nos permitimos. Nos abrimos para novos ares, e eles adentraram. E agora? O que fazer quando algo dentro da gente diz pra pararmos de falar, deixar acontecer, e sentimos enfim que 'terminou'...? Que o silêncio pairou, e a mente já blinda todo pensamento que ousa aparecer por impulso, medo.
E dali a segundos, toda a decisão muda. Todo o rumo tomado na conversa muda, e logo após muda de novo. E eu, com um mês e tal...to começando a cansar. Não pensei que fosse acontecer tão rápido, mas tô começando a enlouquecer com tudo isso. E no final, eu sei que eu vou sofrer, porque sou sempre eu que fico no altar, olhando ansiosamente pra porta da igreja, "apreenssivamente" com medo de mais uma decepção. E eu sei que sou sempre eu, que me entrego demais, que vivo sempre o a mais, que sofro sempre extremo. Mas fazer o que então, deixar de viver? Jamais. Que restem então as coisas tão mais boas de você, os risos, o Ibirapuera, a loucura, o Km 23 da Imigrantes, cidades do litoral norte, e até o sufoco. Que se guardem e hoje, aguardem cada vez mais um pouco delas, e outras mais.